COMDES em Ação

Outubro de 2018

COMDES conhece o trabalho de orientação às pessoas em situação de rua

Há um ano e meio, o promotor de Justiça do Ministério Público de SC, Daniel Paladino, encabeçou o grupo da força-tarefa DOA – Defesa, Orientação e Apoio às Pessoas em Situação de Rua – para resgatar os cidadãos que vivem em situação de extrema vulnerabilidade.
 
De acordo com Paladino, desde a criação do DOA foram realizadas 110 visitas nos pontos de concentração em massa. Áreas que antes eram tomadas por pessoas em situação de rua, hoje estão mais controladas devido à orientação e conscientização que o grupo fornece.
 
A força-tarefa age semanalmente nos pontos mais críticos da cidade e em cada visita obtém um resultado positivo. “Antes, a população em situação de rua era cerca de 800, hoje temos em média 500 pessoas centralizadas em locais como a praça XV de Novembro, embaixo das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, Parque da Luz, marquise do Clube 12 e o mais problemático ponto – a ‘Faixa de Gaza’, que fica na divisa dos municípios de Florianópolis e São José”, explica o promotor.
 
Segundo Paladino, esse não é um problema isolado da Capital. Outros estados e países também enfrentam as mesmas dificuldades para reduzir a presença das pessoas em situação de rua. Em Porto Alegre (RS), o promotor ressaltou que são mais de oito mil pessoas nessas condições, incluindo crianças e idosos. “Podemos dizer que somos privilegiados por não ter crianças nesta situação, a maioria são jovens e poucos idosos”, finaliza Paladino. 
 
Ainda no encontro, o Superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Grande Florianópolis (Suderf), Cassio Taniguchi, apresentou o estágio da via de acesso ao novo aeroporto Internacional Hercílio Luz. “O maior entrave são as desapropriações na extensão. A estratégia é partir para o ‘plano B’ e liberar uma das vias enquanto as desapropriações são executadas no outro lado”, salienta Taniguchi.
 
Para o coordenador-geral do COMDES, Ernesto Caponi, o conselho deverá agir com o poder público, visto que o único acesso ao novo terminal é pela SC-405. “É inviável transferir o trânsito do aeroporto pela rodovia SC-405. A via não suportará o aumento de até 25% no fluxo de veículos naquela região”, pondera Caponi.